Caso operação Stop Branqueamento de Capitais (BC): Tribunal legaliza prisão dos implicados!
- É o maior esquema de lavagem de dinheiro que Moçambique já viu
A Secção de Instrução Criminal ( SIC ) legalizou ontem a prisão dos implicados neste vergonhoso esquema e caucionou dois cidadãos que eram apenas despachantes.
A sessão de legalização começou por volta das 11 horas da manhã de ontem e terminou quando já passava pouco das 18 horas.
O escrivão da secção criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo disse a esta página que dos sete indiciados do crime de branqueamento de capitais e associação criminosa, ficou provado que cinco deles, nomeadamente Abdul Elias, Zumir Hamid Hassan, Sheila Nurdin Giva, Momed Munib e Hassan Gulam estão fortemente implicados em criar prejuízos avultados ao Estado moçambicano. Dois dos sete indiciados, a saber Nelson Filipe e Paulino Mungoni, foram caucionados com a quantia de 500 mil meticais cada um.
Ainda de acordo com o escrivão da instrução criminal, os indiciados, durante o interrogatório com o Juiz de instrução, foram se baralhando cada vez mais quando questionados sobre a sua ligação com estes crimes e, automaticamente, acabaram confessando que cometeram os crimes de branqueamento de capitais, apoio ao terrorismo, associação criminosa, falsificação de documentos e outros. O escrivão explicou ainda que eles criaram empresas de fachada que os ajudavam na lavagem de dinheiro.
Sheila Nurdin Giva, acabou confessando que trabalhava para o Nuro Gulam, preso actualmente nos Estados Unidos da América, irmão mais velho do Hassan Gulam. Este último é seu co-processo.
Os outros indiciados tentaram ludibriar o tribunal. O plano era safar Hassan Gulam , mas em cada tentativa acabavam por enterra-lo mais, isto porque o Juiz os enrolava com as mesmas perguntas de forma diferente.
O escrivão contou ainda a esta página que quando foi a vez da audiência de Hassan Gulam, este acabou por se enrolar por completo. Foi de contradição em contradição, facto que prejudicou a si e aos seus co-processos.
Logo após a decisão do Juiz de manter a prisão dos cinco arguidos, todos puseram¬- se a chorar aos gritos e perturbaram a calma do ambiente.
O presidente de Conselho Municipal de Nampula, Luís Abdula Giquira, saiu daquela província, deixando os seus afazeres, e esteve presente fora da sala das audições para dar apoio aos indiciados nesta vergonha.
Justiça Nacional esteve presente no tribunal e acompanhou as lamentações de outros presentes que não viam com bons olhos o facto de o edil de Nampula ter abandonado os seus afazeres para apoio pessoal à família Gulam Hassam, mesmo sabendo dos que que crime de que é acusada e há ainda o facto de Nuro Gulam estar preso nos EUA. Todos respondem por crimes hediondos que contribuíram bastante para envergar a economia do País.
Após a audiência, os indiciados foram encaminhados à cadeia civil e outros à cadeia de máxima segurança, vulgo B.O.
Ainda conforme explicou o escrivão a esta página, agora que foram formalizas as prisões o processo seguirá para o Ministério Público, para dar seguimento a mais audições e investigações em torno do caso.
O escrivão explicou ainda que este tipo de crime a prisão preventiva não tem prazo e poderá estender-se até um ano caso o Ministério Público assim o entenda.
PS: As fotos que acompanham este texto foram tiradas ontem sem permissão do tribunal. Mas porque esta página está comprometida com a verdade, teve que arranjar forma de trazer as principais incidências deste processo para o agrado dos seus seguidores.
(Justiça Nacional,)




